Prêmio Itaú-Unicef completa 20 anos e reconhece parcerias significativas entre escolas públicas e ONGs

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Nos últimos anos, muitas coisas mudaram no país quando o assunto é educação, com avanços, mas também desafios a serem superados. O Prêmio Itaú-Unicef, uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), acompanha esse movimento e busca trazer para o debate as principais questões para fortalecer iniciativas que visam garantir uma educação de qualidade para crianças, adolescentes e jovens.

Se na primeira edição, há 20 anos, a premiação reconhecia e qualificava projetos chamados de socieducativos promovidos por organizações não-governamentais (ONG), nos últimos dez anos, o Prêmio foi claramente definindo como eixo estruturante a promoção da causa da educação integral. “A premiação começou a pautar os primeiros debates sobre o tema no país. O Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC), por exemplo, procurou conhecer as entidades premiadas para estabelecer suas iniciativas”, comenta Patricia Mota Guedes, gerente de Educação da Fundação Itaú Social.

O tema, inclusive, da 11ª edição que está com inscrições abertas (veja como participar abaixo) éEducação Integral: aprendizagem que transforma”. “A educação integral é sinônimo de formação integral, ou seja, aquela que considera as diferentes dimensões do ser humano, cognitiva, emocial, afetiva, relacional, ética etc. Nesse sentido, ela transforma porque vai para além de um domínio pontual de algum conhecimento específico, mas são aprendizagens que as crianças e os adolescentes levam de fato para a vida, transformando a sua capacidade de se inserir na sociedade”, ressalta a gerente da Fundação.

Patricia Guedes enfatiza ainda que a discussão passa também pelo tipo de aprendizagem e em quais espaços ela tem que acontecer. “Muitos estudos já têm mostrado que garantir mais tempo na escola, com mais aulas de Português e Matemática, não é a solução. A escola sozinha não dá conta. Os alunos precisam de fato vivenciar essas aprendizagens na comunidade, na família e na cidade. E o prêmio traz na sua bagagem essa evidência de quanta aprendizagem acontece e não é formalmente reconhecida, mas está de fato contribuindo com a formação integral das crianças”, comenta.

Por isso, a premiação reconhece as mais significativas iniciativas realizadas em parceria entre ONGs e escolas públicas em prol da educação integral. A novidade deste ano é que, pela primeira vez, as escolas parceiras das ONGs também serão premiadas. “Ficou claro para nós que essa parceria era estratégica para que as ações vividas na ONG fizessem parte de um conjunto mais articulado de iniciativas para a formação integral das crianças e adolescentes”, destaca Patricia.

Assim, na premiação, além de verificar a qualidade dos projetos, será analisada também a qualidade da parceria estabelecida, ou seja, se o planejamento é realizado em conjunto, de que forma é feito o monitoramento das atividades, a contrapartida de cada parceiro, entre outros aspectos. “É um desafio a construção desta parceria, pois exige tempo e desenvolvimento de estratégias de forma conjunta sem perder o foco. Por isso, a importância de dar ênfase a esse aspecto também na análise dos projetos. A ideia é dar visibilidade àquelas iniciativas que conseguem somar o que existe de melhor em cada parceiro, trabalhando juntos pela educação integral”, explica a gerente da Fundação.

Além do reconhecimento das iniciativas por meio do prêmio em dinheiro – que acontece a cada dois anos –, a Fundação e o Unicef oferecem ainda uma formação, permitindo aos participantes debater sobre os principais temas que envolvem a educação integral. Nos anos ímpares, a capacitação é voltada aos avaliadores dos projetos, a fim de possibilitar aos profissionais de diferentes áreas de atuação a apropriação dos critérios de avaliação e seleção dos projetos inscritos no prêmio.

Já nos anos pares, as ações estão voltadas para a formação de diferentes públicos, como educadores de organizações da sociedade civil, representantes de escolas públicas, de outras instituições do poder público e segmentos da sociedade.

Neste ano, o prêmio formará gestores públicos da área de educação e assistência social para avaliar e selecionar os projetos semifinalistas inscritos. O objetivo é que cerca de 300 avaliadores passem pelo processo formativo.

Diferentes estratégias fazem parte do processo de formação, como as ações presencias – encontros e seminários – e ações a distância, como os cursos on-line, fóruns e debates virtuais.

A gerente da Fundação Itaú Social ressalta ainda que a própria gestão da premiação reforça a importância de ações articuladas, tendo em vista que reúne na sua concepção e realização uma agência internacional, uma fundação empresarial, uma oganização da sociedade civil e também parceiros que representam o poder público. “Ou seja, o prêmio mostra a força que conseguimos ter quando unimos os diferentes segmentos da sociedade pela mesma causa”.

Desde 1995, foram mais de 14 mil projetos participantes e 15 mil gestores de ONGs e educadores formados. Na última edição do prêmio, em 2013, mais de 2.700 projetos foram inscritos.

Como participar

As inscrições para a 11ª edição estão abertas até o dia 25 de maio. Podem concorrer iniciativas desenvolvidas em parceria entre organizações da sociedade civil e escolas públicas – articuladas com outros espaços do território -, que asseguram a aprendizagem e o direito ao desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, de 6 a 18 anos, em condições de vulnerabilidade socioeconômica.

A premiação engloba uma série de reconhecimentos. Serão premiados 32 projetos regionais (são oito regiões – veja lista no regulamento), com R$ 50 mil para cada dupla (organização e escola pública); quatro projetos vencedores nacionais – R$ 200 mil para cada dupla, em acordo com o porte da organização; além de um grande vencedor nacional, sendo que a organização e a escola responsável pelo projeto receberão R$ 500 mil.

Os prêmios deverão ser utilizados exclusivamente para a execução dos projetos vencedores e, no caso das escolas, para investimentos na unidade escolar que contribuam para a educação integral dos alunos.

Os interessados podem acessar o site da premiação, que traz o regulamento e demais informações sobre a iniciativa. Outros detalhes podem ser obtidos também pelo telefone: 0800 701 7104.

A Fundação Itaú Social é associada GIFE

Fonte: http://www.gife.org.br/edital-premio-itauunicef-completa-20-anos-e-reconhece-parcerias-significativas-entre-escolas-publicas-e-ongs-15924.asp

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